Os deveras do silêncio. Os deveres do silêncio
É se não a amargura do meu povo,
Hora pensem, aqui estou eu;
Sentado naquilo que chamam de autocarro.
Aqui, escuto se não a voz da razão, a voz do povo,
Não, não estou a falar da consciência do silêncio,
O silêncio que me fala senão da crise política;
Na preocupação que é o futuro crítico,
O futuro medonho de baixo de uma bandeira,
E de um manto fatigado de cansaço,
Nos deveres do silêncio
Tentei ou tento não pensar.
Mas como faço?! – Sim, como faço,
Se eles pensam naquilo que eu penso.
Ao deverão pensar que de quem é a culpa,
De certo não é o do governo,
Mas sim a ordem do custo de vida,
Que vem no pacote da Europa.
Gente que passa fome e a fome ela sente,
Que alimenta este silêncio, nos deveres daquela gente,
Do futuro do meu povo. E do povo da gente!
Sem comentários:
Enviar um comentário