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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Nunca Te Esqueças De Mim


Nunca te esqueças de mim.
Sim, nunca te esqueças de mim;
Se te esqueceres de mim,
É porque já nada sentes por esta pessoa.
Ainda que paira sobre esta névoa, às mais vastas
Pérolas de um navio...
Ó tu, sim tu, meu amor mais cego que o meu coração;
Mais distante que minha ternura.
Ó tu, que abstrais a minha vida de um ângulo da minha morte.
Foste as profundezas da minha solidão que me deixaste
Preso a um cordão que não desata esse nó,
Que arde de um amor, mais distantes que horizonte.


Nunca por lá passei! Mas não tardará em passar.
Olhai bem a meta do horizonte, dizei-me o que enxergai?
-sim porquê? - Porque paira uma névoa que gela onde
Toda a verdade do meu coração.
Não, não quero por lá passar. Ainda que passe, nada tenho
nada que fazer naquela escuridão...
Sei que o universo é uma linha distante, que ao entardecer
O meu dia, sente-se num luto devastador;
Que arrasa toda uma fisgada inesquecível-mente
Um veneno fatal.
Numa semana o meu pranto é como um raio
Inesquecível-mente penoso para o arco-íris,
Brilha a morte, mais presa que infinito
Mais leve que a morte mas nunca te esqueças de mim.

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