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sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Tempo De Faraó


Faraó, ganhou ou perdeu no seu tempo.
Não sei! - Faraó, dizia num tom tão dolorido:
- Como vou eu dizer, o que mal digo.
Mas deixou o tempo correr de oeste a leste;
Como se o vento espalhasse a grandeza
Da minha bravura.
Ainda que a morte do meu povo manchará
Nos meus olhos a sua tristeza;
No entanto, olhai, sim, vende com os vossos
Olhos. -Como o meu povo esquece a dor,
Ganhando a força de mil vulcões.
Onde os ventos que norte a sul de agreste a nordeste
Escorre-se o esplendor do coração de faraó.

Uma pérola foi encontrada, vinda dos tempos
De faraó. Tinha a sua marca escrita;
Uma grande e preciosa mensagem que faraó escreveu
Para a sua amada...
- Meu amor, meu interna amor.
Não tenho mais grandeza, só a jóia que sempre
Guardaste no teu coração, Um dia a galáxia ficará
Coberta sobre um manto azul definhado de penas de aves.
Ou de um cobertor todo enfeitado de luto;
Sobre as terras lotadas de sangue das guerras,
Tão absurdas e obscuras, que vem destruir o nosso
Amor... E os culpados, sem terem culpa de nada.
Os que julgam se fora da guerra nelas estão,
Mata-se Crianças inocentes. E eu faraó;
Entendo que a terra se sinta definhada de dor,
Assim me deixarei flutuar pela sombra que o vento
Que me guiará pela imensidão do meu espírito que sempre
Esperará por ti nas terras longínquas do paraíso.

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