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sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Marinheiro



Andavas por estas terras.Andas por esta terras.
A vagar.A vagar por estes mundos longínquos,
Ainda que a solidão seja o retrato dos meus olhos
E o oceano que me embala naquela madrugada.
E eu vou dormir, feito um bebé naquela nuvens.
E o barco que naufraga sobre os passos da minha ternura...
Ainda que procure no fundo desta terra,
Ainda que a terra seja um mar morto
Das profundezas da minha fraqueza;
Porque me tarda saber, o que sei é de um sentimento
Preso ao meu perplexo coração, serei eu,
Serei eu tal culpado desta agonia?
Mas o que sei, é que o céu escurece no meu tardar,
Escurece os espinhos que fazem sangrar o coração do marinheiro.

Ó tu? - Tu marinheiro desta terra.
Senhor desta abundância sabedoria...
Ó tu, que levas nestas mãos formosas,
Caminhos longínquos dos meus olhos até às profundezas
Desse oceano...
Chovia, chovia por várias e várias áreas do meu pranto.
Molhava-se as assombrosas esperanças dessas marés,
Tu que caminhas pelas terras. Ó marinheiro...!
Porque choras a saudade deste mar longínquo.
Não me faças entender o impossível abstracto do meu coração.
Podes chorar, sim, chorar!
Mas não chores está calma, que naufraga a tristeza da embarcação,
Deste marinheiro que morre no sufrágio;
Desse sonho abundante de quem por ti cantou
As brumas desse hino.

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