Escrevo o que sinto, pois só assim é que exponho o meu coração. Não ligo ao que pensão de mim, pois se liga-se a minha vida era uma frustração ou de uma insolência para os meus ideais. Acredito que a minha vida é uma forma de um poema, posso não ser a beleza em pessoa, mas o que toca ao meu jeito de ser, é como um cristal inquebrável, que brilhará sobre os rios das minhas pegadas.
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sexta-feira, 24 de julho de 2015
Estou Há Tua Espera
Estava eu a caminhar solenemente.
E ouvia-se apenas um pequeno palro, que me deixava desassossegado;
perdido no meio da noite, e as lágrimas eram como marca do meu passado,
Frustrado, Até no linear do meu imenso cansaço!
- Serei eu tal culpado? -Porque não te espero, se te espero,
Desespero, ou morro; de tal angustia, porque a tua ausência é como um
Raio caído neste temporal de amor...
Quando fechava os meus olhos, os meus sonhos eram uma ternura derramada,
E entrego-te o meu coração com todo este medo inquietante que é esse teu sorriso.
Sim eu te espero, espero, até ao limite do meu linear;
Espero, espero até o meu corpo sentir um cansaço, espero até
que as minhas mãos gelem, mas que se agarrem como pedra a está âncora
Que atiras-te sobre o rio que banha o meu peito.
Espero de corpo e alma, mas não, não espero de uma alma verdadeira.
Espero, apenas espero, de uma gota de esperança que que renove intensamente,
E com todo o esplendor do seu eterno ser.
Foi bem lá! Bem lá do fundo dos meus olhos.
Esperarei tanto, mas tanto, que até os meus ante passados Avistei.
Estava numa barca, numa barca não muito equilibrada,
Equilibrava apenas o destino, e naquele que eu amparava a alma;
Na minha mão! Ou na tua mão, estava uma flor muito elegante,
Olhai bem, vende o que tendes, não precisais de ver. Apenas tendes
De sentir o que esta volta deste universo...
Nunca vou ler o que tenho para ler, se ler mais parece uma floresta
Em cinzas, que pairavam nas vastas palavras pela oscilação de uma folha
que veio do meu sopro. - E onde estas tu!
- Estou há tua espera. Há tua espera eu fico aqui. Não, não tenho castelo
Nem amparo para te dar, tenho apenas uma grande tristeza,
Porque estas tu a morar na rua, choro sim, deixai-me chorar,
Deixai a minha alma chorar, E tentarei estender as minhas mãos,
Quer de dor, ou de outro de amor. Que amor que espera, enquanto partia sem ti.
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