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sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Tempo


Estava muito frio. Muito frio na manhã de Outono
Era o dia, que dia era mesmo.
- Não me lembro, Será?
Que a minha memória é a persistência
Da minha angústia, o vazio da minha vida.
Um dia esse cansaço é medieval;
Sonho nas sombras dos meus pensamentos,
Era dia o dia do meu nascimento.

Eras tu, Tu, tu quem me fazia suspirar em cada madrugada,
Eras tu, tu que em cada dia tinhas no olhar.
A esperança e a força, a determinação do orgulho;
Eram rios de uma borboleta que batia nas suas asas,
Na imensidão do mundo, para que os teus baços se erguesse
Nas estradas longínquas, das profundezas das rosas,
Cremadas do tempo que fazia a chuva parar de molhar o meu coração.
Era numa cidade morta, vazia refugiada na voz da solidão!
Talvez porque eu quisesse ali ficar,
Ao talvez, fosse esse silêncio morto que se vazio de ouvir
Na expressão do vento, que o tempo, bem o tempo;
O vento que soprava a lestes do horizonte,
E há espera que uma alma chegasse aquela riqueza...
Eras tu, tu, que de tão longínquas margens daquele planeta
Chegas e trazes a esperança de se erguer o fogo de uma voz,
No tempo morto que inquieta a cidade do meu coração.


Não sei de nada, nada é o que se ouve.
Nas trelas que prendes ao meu coração para que lances
As ancoras nesse oceano;
Era uma onda que se levantava, erguia nas margens
Da sua dor, na batalha, no sangue que já se espalhava
Pela a cidade!
Era no teu olhar, que de mim batia a saudade,
Que os espinhos derramava em dor, não,
Não que a dor fosse forte, não que a saudade não seja amarga.
No tempo que levantou o amor da minha eterna amada.

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