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sexta-feira, 24 de julho de 2015

A Minha Saudade



Era minha ansiedade. A minha ansiedade.
Que me deixava perto de ti;
Em todas as noites escuras e preciosas,
Madrugadas que me fazia embriagar.
Abria-se em todas portas no universo,
Que porá a magia reflectida sobre os pérolas
Que se escondia na minha saudade.
As saudades. Ai, que saudades me fazem sentir
As noites profundas, que noite...
Que noite mais longínqua que as forças desse vento.
Logo que eu feche os meus olhos em outrora
A magia que expandia sobre esse universo
Escondido sobre as noites desse interno amor.


Se o sol é culpado. Se o sol é culpado.
Que culpa terei eu! - Se me culpa, pela a culpa;
De não ser o culpado. Então que culpa tenho eu?!
Não sei, talvez seja o vento que leva as culpas
Desse sopro de saudade.
Ó minhas noites. Noites essas que me deixo levar
Pelas lágrimas, que me perco as saudades nessa noite longínqua.
Não que não queira, não que não peça;
Se quero esse amor interno no infinito das minhas mãos,
São a saudade da minha infância. Será?! - Será que tenho razão?
- Não é que não ame, não é que não me apaixone,
Até que o sol sinta a saudade desse amor perdido.
Será que me entendes?! O que entendo por amor, que vai e vem
Morre nos naufrágios, desse céu infinito, desse vadio sentido
Que é estas saudades...

Numa noite. Numa noite.
Nessa noite que te quero, não que é noite;
É escuro e sombrio nas sombras do meu ser.
Não é que não sofra, não é que chore,
E se chorar, choro a dor interna.
Será que sou Homem? Eu não sei.
- Se sou, porque sofro. Não o faço, porque sou homem,
Ou porque sou um ser humano. Quem ama sente a saudade,
Como eu sinto da minha dama.
Amas-me?! - Por favor responde:
- Será que me ignoras, porque chora o amor derramado.
Se folhas são folhagens. Se folhas são folhagens.
Então falo com a alma, a alma que deveras sente
O porto de abrigo a infância da minha saudade.

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