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sexta-feira, 24 de julho de 2015

A Minha Ansiedade


Ó vida ingrata! - Mais abstracta que a minha obscuridade.
Mais leve que a palma da minha mão, o sopro é uma
Brisa constante que passa no fundo do meu corpo;
Estarei eu certo da minha incerteza?!
Estarei eu certo da minha viajem!?
Não sei!- Mas sei que tenho um longo caminho a percorrer...
Estarei eu já no fundo da minha infância!?
Não, não creio em tal coisa possa acontecer,
Posso sim estar ainda no princípio dos teus beijos,
no Cariciar a tua pele macia, no tocar da longitude e
Das batidas deste amor enfermo.
A minha ansiedade. A minha ansiedade será pela certa
A minha morte, a minha morte cobrirá sobre a cidade
Uma tal escuridão, que uma praga que arranca do meu peito
Todos os espinhos, que fazem o meu coração
Sangrar de tal é dor.

Como andas tu?
- Quem eu? - Tu não. - Mas tu!?
- Mas eu quem?
- Quem é essa pessoa? Mas quem é essa sombra que tanto é enferme
Aos meus ouvidos.
Não vos recordais?! - Não vos recordais mesmo.
Pensai naquele céu chuvoso, naquela ternura vasta perdida
No brilho das mais belas flores dos meus olhos.
Pensai nas mais belas e cintilantes estrelas que têm bem lá no céu
E bem longe dos teus olhos.
Como poderei eu ver. Sim, como poderei eu ver?
Como poderei eu ver essa tal estrada, como poderei eu ver,
O que há bem lá longe desse horizonte.
- Digam-me por favor!
Meu coração tem uma tal ansiedade de sentir o seu perfume,
De abraçar o vento e voar...voar... Voar. Como poderei eu parar o
Vento? - Como poderei eu amar esse céu infinito da ansiedade
Amo-te tanto, mas tanto que te amo, bem no fundo do meu amar-te!



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