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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Uma Flor Murchada



Era como uma folha, uma paisagem.
Uma rua coberta de flores murchadas,
Histórias escondidas sobre um olhar que amou,
Nas noites mais enoveladas que o próprio
Sentimento. E numa manhã, o meu corpo sentia-se cansado;
Era com se a chova que levava os meus pés
A sentir-se como uma âncora atirada ao mar.
O jardim que se evaporou;
Era no meu peito um espinho que afugentava toda a luz,
Que iluminava o luar e porque o pudor da dor,
É hoje um manto escuro e negro,
Como as vastas recordações da minha infância.

Cada dia a semelhança da terra
Com uma galáxia, é tão extinta.
Evapora-se como um fumo
Que envenena todo o jardim numa só lágrima;
Mesmo que o vento sopre na margem da esperança.
Ou que as palavras que banham as flores murchadas,
É quase como um caminho devastado de buracos e
Nas profundezas da minha infância...
O vapor de um nevoeiro é quase uma linha entre
Os céu cobertos de mantos que aquecem o meu coração,
Destina-se as asas de uma liberdade!
Que um raio de sol. que brilha em seu esplendor
Todo o caminho que cresce nos aposentos do meu céu,
E vive-se nas terras de um poeta, de uma flor murchada.

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